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Tecnologia de PE permite controle de temperatura e umidade dos túmulos

cemitero-tecnologia-monitoramentoO cemitério de Santo Amaro, no Recife, vai receber novos espaços para sepultamento. Feitos de fibra de vidro com resina de garrafa PET, as novas gavetas vão contar também com um sistema de monitoramento que controla temperatura e umidade do ambiente, garantindo a segurança e vedação do local de sepultamento. O acordo entre a empresa responsável pela tecnologia e a Arquidiocese de Recife e Olinda foi assinado nesta sexta-feira (30).

As gavetas de resina são montadas em estruturas de metal e tem durabilidade superior a 50 anos. O acabamento é feito de granito sintético, feito de bagaço de cana, areia e carbonato de cálcio, que pode ser feito de várias cores. Como o sistema é completamente vedado quando fechado, ele recebe oxigênio através de um sistema de computador, que controla temperatura, pressão e umidade.

O sistema é fruto de mais de oito anos de pesquisas e já funciona no Cemitério Morada da Paz, em Paulista, na Região Metropolitana do Recife. “A norma do Conama, a portaria 335, fala que todo cemitério tem que ser hermeticamente fechado, isento de passagem de ar e de líquidos. Gavetas tradicionais são feitas de materiais porosos que trincam e permitem a passagem dos gases”, explica Guilherme Lithing, sócio diretor da Vilatec, responsável pela tecnologia.

Com o controle das condições, é possível garantir que não haja chorume e contaminação do solo, além de impedir que insetos invadam o local. Além disso, o sistema faz o tratamento dos gases liberados durante a decomposição, o que evita o mau cheiro. Tudo isso é monitorado através de uma central montada ao lado.

Atualmente, as gavetas do Cemitério de Santo Amaro tem tubos de esgoto que são ligados ao local do sepultamento. Com isso, os gases gerados na decomposição, que não saem pelas tampas e trincas, saem através desses tubos. O novo sistema, apesar de ser monitorado por computador, conta com bateria de energia solar.

Construção rápida
Em Santo Amaro, a montagem deve durar cerca de 90 dias. O sepultamento também vai ocorrer de maneira mais rápida. “Um sepultamento nesse sistema, leva 10 minutos, enquanto no sistema convencional leva em torno de 55 minutos”, detalha Lithing.

O espaço que vai ser reformado para receber as novas gavetas para sepultamento monitoradas pertencia a irmandades católicas e, há mais de um ano, estão sob administração de Arquidiocese de Olinda e Recife. O objetivo é dar mais dignidade e ter uma solução ecológica para o sepultamento.

Vão ser construídas 232 gavetas e um espaço para acomodar 1.204 ossuários. “Algumas das irmandades extintas foram contempladas com esse projeto de forma que vamos oferecer um espaço digno para sepultar os irmãos ainda ligados a essas irmandades e outras pessoas”, explica o arcebispo, dom Fernando Saburido.

Conteúdo obtido do Portal G1.